sexta-feira, 1 de julho de 2011

Gene IRS1 - Substrato Receptor de Insulina 1

Estava navegando e pesquisando, como sempre, e me deparei com a seguinte notícia no site da BBC

'Gene da magreza' é associado a problemas no coração

Como não era para menos resolvi pesquisar sobre o tal gene, descobri algumas coisas e as aglutinei aqui.
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Nomes e origem, Atributos e Característica Gerais


Nome do Gene: IRS1- Este gene codifica uma proteína que é fosforilada pela insulina tirosina quinase do receptor. Mutações nesse gene são associada com diabetes tipo II e susceptibilidade à resistência à insulina.

Nomes de proteína: Substrato 1 do receptor de insulina
                                Nome curto = IRS-1

Organismo: Homo sapiens (humanos)

Comprimento da seqüência: 1242 AA (aminoácidos).

Função: Podem mediar o controle de vários processos celulares de insulina. Quando fosforilada pelo receptor de insulina se liga especificamente a várias proteínas celulares contendo SH2 domínios como fosfatidilinositol 3-quinase p85 subunidade ou GRB2. Ativa fosfatidilinositol 3-quinase, quando ligado à subunidade p85 reguladoras.

Polimorfismo: O polimorfismo Arg-971 prejudica a capacidade da insulina em estimular o transporte de glicose, a translocação do transportador de glicose e síntese de glicogênio. O polimorfismo na Arg-971 pode contribuir para a resistência à insulina in vivo observada em portadores desta variante. Arg-971 poderia contribuir para o risco de doenças cardiovasculares ateroscleróticas associadas com organizações não-insulino-dependente diabetes mellitus, produzindo um conjunto de resistência à insulina relacionada com anormalidades metabólicas. O polimorfismo Arg-971 pode contribuir para a predisposição genética de disfunção endotelial e doença cardiovascular. 

 

Envolvimento na doença : Polimorfismos em IRS1 podem estar envolvidos na etiologia da não-insulino-dependente diabetes mellitus.

Outros aspctos interessantes: As funções fisiológicas do IRS-1/2 foram recentemente estabelecidas através da produção de camundongos sem os genes que codificam o IRS-1 e IRS-2 (camundongos knockout para IRS-1 e IRS-2). O camundongo que não expressa IRS-1 apresenta resistência à insulina e retardo de crescimento, mas não é hiperglicêmico. Foi demonstrado que o IRS-2 poderia compensar parcialmente a ausência de IRS-1, o que explicaria o fenótipo de resistência à insulina sem hiperglicemia do camundongo knockout de IRS-1. O camundongo que não expressa o IRS-2 foi recentemente gerado e apresenta um fenótipo diferente do camundongo sem IRS-1: hiperglicemia acentuada devido a diversas anormalidades na ação da insulina nos tecidos periféricos e a falência da atividade secretória das células β acompanhada de redução significativa da massa de células β pancreáticas. Em contraste, camundongos knockout para o IRS-3 e IRS-4 têm crescimento e metabolismo de glicose quase normal.



Links para pesquisa:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/06/110627_gene_magreza_coracao_mv.shtml

http://www.uniprot.org/uniprot/P35568&usg=ALkJrhjhrOSeOrhiPe0GKAt47tmST0rlyQ#section_comments

http://www.genecards.org/cgi-bin/carddisp.pl?gene=IRS1

CARVALHEIRA, José B.C.; ZECCHIN, Henrique G.; SAAD, Mario J.A.. Vias de Sinalização da Insulina. Arq Bras Endocrinol Metab, São Paulo, v. 46, n. 4, Aug. 2002 . Available from http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302002000400013 access on 28 June 2011.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Distribuição do consumo energético

      A questão energética, talvez mais do que todos os demais itens desnuda e expõe com grande clareza a consagrada expressão mudança de paradigmas.
O que se busca expressar quando se utiliza estes termos são mudanças profundas, não materiais, mas filosóficas na forma de pensar a vida, nos fatores e condicionantes da felicidade humana.
Ninguém condena a melhoria da qualidade de vida das populações. Ao contrário, todos nós desejamos que o desenvolvimento traga melhoria de condições de conforto e qualidade de vida para todos.
Mas existem limitações ambientais que devem ser consideradas, e a questão energética nos demonstra esta realidade com clareza.
A população do planeta terra superou os 6,6 bilhões de habitantes. A população dos Estados Unidos da América oscila em torno de 300 milhões de habitantes.
Dividindo 6,6 bilhões por 300 milhões encontramos o número 22. Ou seja, a população do planeta terra é aproximadamente 24 vezes maior do que a população americana.
Logo não é possível que aproximadamente 4,5% da população mundial, situada nos Estados Unidos, seja responsável por mais de 70% dos gastos energéticos do planeta.
Ou que o consumo de energia dos Estados Unidos, com aparelhos de ar condicionado seja maior do que o consumo de energia para todas as finalidades de aproximadamente 1,3 bilhões de habitantes da China.
Este paradoxo poderia ser facilmente equacionado. Poderia se dizer que o crescimento econômico e o desenvolvimento futuro equalizariam o consumo energético.
Pois bem, esta é a questão. O planeta não suportaria, nem teria recursos para ampliar em 22 vezes a produção de energia, por mais alternativas e renováveis que fosse as fontes energéticas por melhor que fossem os programas de otimização, racionalização e eficiência no uso de energia por instituições, empresas e consumidores individuais.
Obviamente a questão da eficiência energética tem importância singular. É preciso tornar a utilização da energia racional e eficiente ao máximo possível, por parte de todos. E para isto existem tecnologias e empresas capacitadas e dedicadas ao desenvolvimento de metodologias apropriadas para a melhoria da eficiência energética.
A eficiência energética pode ser resumida pelo parâmetro conhecido como Razão de Energia Líquida (REL) que relaciona a energia obtida por um processo em função do gasto energético considerado do mesmo processo.
Mas a questão fundamental é a mudança de padrões. A mudança de paradigma, de uma ou outra forma, talvez precise passar pela mudança do conceito de bem estar e felicidade.
Partindo de uma sociedade extremamente consumista, da qual ninguém questiona a qualidade de vida e o conforto material, para padrões mais compatíveis com as quantidades de recursos disponíveis e com critérios mais justos de distribuição das riquezas.
Definitivamente, o planeta Terra não suportaria o aumento de 22 vezes na produção de energia.
O mesmo raciocínio talvez possa ser estendido para o consumo de várias matérias-primas naturais que servem se base para transformações industriais importantes.


Dr. Roberto Naime, colunista do Ecodebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.



EcoDebate, 27/06/2011

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Distribuição do consumo energético | Artigo de Roberto Naime

quinta-feira, 23 de junho de 2011