terça-feira, 13 de maio de 2014

Aedes aegypti e Wolbachia

Bom, recentemente li um artigo muito do interessante falando sobre a interação entre o nosso conhecidíssimo Aedes aegypti com uma bactéria chamada Wolbachia. Resolvi deixar o resumo deste artigo aqui para vocês conferirem. ATENÇÃO! antes de ler o texto vejam o vídeo a seguir que dará uma visão clara do assunto.





Frentiu FD, Zakir T, Walker T, Popovici J, Pyke AT, et al. (2014) Limited Dengue Virus Replication in Field-Collected Aedes aegypti Mosquitoes Infected withWolbachia. PLoS Negl Trop Dis 8(2): e2688. doi:10.1371/journal.pntd.0002688







Introdução
O agente viral causador da dengue é o DENV, transmitido primariamente pelo mosquito vetor, o Aedes aegypti. Na falta de uma vacina ou antiviral efetiva na prevenção da dengue, uma alternativa é o controle do mosquito vetor feito por meio do uso de inseticidas, método que leva à seleção de populações resistentes do mosquito. Deste forma, o controle biológico do vetor é o ponto de partida para estudos com mosquitos transfectados com a bactéria Wolbachia. Esta bactéria está presente naturalmente no ambiente estabelecendo relações endosimbióticas com certa de 40% dos artrópodes.
A trasnfecção de Aedes aegypti com diferentes cepas de Wolbachia mostram replicação e transmissão reduzida de DENV, criando um perfil/fenótipo de bloqueio viral.
Desta forma, o estudo investiga a extenção do bloqueio viral em campo usando Aedes aegypti infectada com Wolbachia (modelo chamada do wMel), um ano após a população transfectada ter sido liberada em campo.



Resultados

CAPACIDADE LIMITADA DE INFECÇÃO E REPLICAÇÃO DE DENV EM MOSQUITOS INFECTADOS COM wMel
Foram comparados mosquitos wildtype e wMel-infected (wMel.F) em relação à capacidade de serem infectados pelo vírus DENV, e da capacidade de o mesmo se replicar no mosquito. Para isso foi feito pcr em tempo real da cabeça e do corpo dos mosquitos para a detecção de RNA das cepas de DENV. Cópias do genoma de DENV na cabeça e corpo dos mosquitos wildtype foi maior comparados com os wMel.F em 14 d.p.i (figura1)

Num próximo experimento, o objetivo foi verificar se a primeira linhagem de mosquitos transfectados com Wolbachia (MGYP2.out) e que ainda eram mantidos em laboratório mantinham o perfil ou não de bloqueio viral observado nos mosquitos wMel.F coletados em campo. Não encontraram diferença significativa entre as duas linhagens de mosquitos, novamente a linhagem wildtype apresentou maior detecção de genoma viral (figura2)

TROPISMO TECIDUAL E DENSIDADE DE WOLBACHIA NOS MOSQUITOS DE CAMPO
Foi investigada a distribuição da bactéria entre os órgão do mosquito wMel.F em relação aos mosquitos mantidos em laboratório (MGYP2). Nas duas linhagens a bactéria se mostrou presente em órgãos críticos para a infecção e disseminação viral, a saber o intestino médio e glândulas salivares. Além disso, constatou-se alta desnsidade bacteriana nos ovários, indicando o potencial de transmissão da bactéria para a prole do mosquito (figura 3, no artigo).

Foi também examinado se a densidade de Wolbachia é aumentada ou não após o mosquito de alimentar de sangue. Foi comparado as linhagens de mosquito wMel.F e MGYO2.out alimentados com sangue e não alimentados com sangue. Observou-se que há aumento da densidade da bactéria em ambas linhagens de mosquitos, sendo localizados aumento de densidade principalmente nos corpos em vez de nas cabeças, provavelmente devido ao fato de a bactéria se replicar nos ovários (figs4e5)

Conclusão
A população de mosquitos A. aegypti transfectados com wolbachia (wMel) após um ano da soltura em campo, permanecem estavelmente infectados com a bacteria e vetor não competente na transmissão do DENV.



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Tumores - uma breve abordagem

Tumor

O que é?

Tumor é uma multiplicação excessiva das células causada pelo desequilíbrio no sistema de divisão celular, ocasionando um acúmulo anormal de tecido no corpo. Basicamente as células param de responder aos sinais químicos normais e também interrompem a comunicação com outras células.
Vários fatores podem favorecer o desenvolvimento do câncer. Os principais são: estilo de vida, condições ambientais, predisposição genética e hábitos alimentares.
Existem vários tipos de tumor e seus sintomas são diferentes, por exemplo, os assintomáticos (pâncreas) só apresentam os sintomas quando a doença já está avançada. Os tumores de cólon causam perda de peso, diarréia, anemia por falta de ferro e fezes com sangue. Já os pulmonares podem causar tosse, dores no peito e dificuldade para respirar. Podemos classificá-los em dois grupos: os tumores benignos e os tumores malignos.

  • Tumores benignos

Tumores benignos não são considerados cancerígenos, porém, podem matar caso sua massa atrapalhe o funcionamento de outros tecidos.
Em um tumor benigno, ocorre uma leve mutação na estrutura genética da célula, porém não chega a  prejudicá-la ao ponto de se tornar degenerativa.

·        Tumores malignos

Tumores malignos são formados por células de núcleos com tamanhos diferentes e deformados que se infiltram nos tecidos e podem se alojar em várias partes do organismo.
Esse tipo de tumor é agressivo, canceroso e cresce muito rapidamente.

Tratamento

 Os tumores podem ser tratados através de cirurgias localizadas, porém, se a cirurgia não for o suficiente, outras formas de tratamento como quimioterapia e radioterapia podem ser utilizadas.
Existem atualmente pesquisas relacionadas à terapias gênicas que tem por objetivo silenciar genes responsáveis pela proliferação anormal de células que podem gerar tumores.

Oncogenes

São genes oriundos de genes celulares normais conhecidas por proto-oncogenes (responsáveis pela regulação do crescimento e diferenciação celular), porém são definidos como genes ligados ao surgimento de tumores, tanto malignos quanto benignos.
Existem infinitas vias nas quais o crescimento tumoral pode ser fomentado através dos oncogenes que são ativados de forma anormal. A faixa genômica é amplificada, levando ao aumento drástico na quantidade de cópias.

Relação entre Mitose e Tumores

No processo da mitose, a célula-mãe gera outras duas células denominadas de células-filhas. Quando essa célula-mãe sofre uma mutação ou dano em seu material genético, ela gera outras duas células que também estarão "fora de controle", e assim sucessivamente até se espalhar por todo o organismo do indivíduo.
Ao contrário das células normais que em certa hora param de se multiplicar, as células cancerosas se multiplicam indefinidamente.
As células cancerosas conseguem penetrar os tecidos e assim, formam tumores ou neoplasmas malignos.
O tumor desenvolve uma rede de vasos sanguíneos para se manter e assim, através das correntes sanguíneas, as células malignas conseguem chegar facilmente em outras partes do organismo

Essa doença é muito perigosa, pois as células infectadas conseguem se reproduzir e colonizar diversas áreas que estavam reservadas para outros tipos de células.

texto por Caio Ferreira
revisão Rhaissa Vieira


Bibliografia


Todos os sites foram acessados no dia 28/08/1

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Projeto utiliza coco e bagaço de cana na remoção de poluentes de água | Portal EcoDebate

Projeto utiliza coco e bagaço de cana na remoção de poluentes de água | Portal EcoDebate

Uma pesquisa, sobre a viabilidade de utilização do coco e do bagaço de cana na remoção de diversos poluentes da água, está sendo desenvolvida no Espírito Santo com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo (Fapes). O projeto, coordenado pelo professor Joselito Nardy Ribeiro, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), tem por objetivo utilizar material residual de baixo custo na remoção de fármacos, pesticidas, corantes e metais das águas usadas no abastecimento.
A equipe optou por estudar o mesocarpo do coco e bagaço de cana pelo fato de serem abundantes no Espírito Santo e apresentarem baixo custo. Além disso, segundo o coordenador da pesquisa, o projeto visa a criar mais uma alternativa para o uso destes resíduos agrícolas, impedindo o acúmulo deles no meio ambiente.
A equipe recolheu cocos nas praias e, em laboratório, os trataram, eliminando possíveis contaminantes. Em seguida, o coco foi triturado em liquidificador industrial e acoplado a estações de tratamento de água, de forma que ficasse responsável pela filtragem.
O professor Joselito fala sobre o resultado alcançado. “A água contaminada, passada através deste filtro para remoção dos poluentes, foi analisada e os resultados indicam que o mesocarpo do coco e o bagaço da cana são capazes de remover quantidades significativas de alguns poluentes”.
Ele relata que já foram apresentados trabalhos em congressos sobre a utilização do mesocarpo do coco, como filtro, e destaca o apoio da Fapes na realização do projeto.
“Este apoio veio na forma de financiamento de projetos e fornecimento de bolsas de Iniciação Científica, Iniciação Cientifica Júnior e Mestrado. O nosso Laboratório de Química e Bioquímica Ambiental (Ufes/Ifes) foi equipado com os recursos de projetos submetidos à Fapes. Com isso foi possível adquirir equipamentos, reagentes, microcomputadores e vidrarias de laboratório. O apoio da Fapes foi fundamental para execução deste e de outros projetos na área ambiental”.
A equipe continuará utilizando esta técnica em testes com outros poluentes, trabalhando para que futuramente os resíduos do coco e da cana sejam transformados em componentes de filtros de estação de tratamento. O coordenador explica que a técnica é muito viável, pois o carvão ativado é o material utilizado nas estações, uma substância de custo elevado e que não remove todos os tipos de poluente.
Fonte: Fapes
EcoDebate, 29/09/2011
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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Relatório - Risco da Mudanças Climáticas

Há alguns meses li o relatório sobre mudanças climáticas divulgado em maio de 2011. Trata-se de um projeto colaborativo realizado pelo Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) do Brasil e o Met Office Hadley Centre (MOHC) do Reino Unido.
É um documento de umas 50 páginas, muito interessante e vale a pena ler na integra. O link para fazer o download é o seguinte http://www.ccst.inpe.br/relatorio_port.pdf
O que postarei aqui é um super resumo do documento.

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RELATÓRIO: RISCO DA MUDANÇAS CLIMÁTICAS NO BRASIL
- MAIO 2011-

A temperatura média global subiu aproximadamente 0,7°C no século passado e esse aquecimento deve continuar em decorrencia das contínuas emissões de gases do efeito estufa (GEE).
Os modelos climáticos projetados pelo MOHC-INPE são para grandes aumentos de temperatura do ar e reduções percentuais da precipitação pluviométrica na Amazônia, com mudanças mais acentuadas depois de 2040. Isso certamente traria impactos econômicos visto que 70% da energia brasileira vem de usinas hidrelétricas.

O desmatamento na Amazônia também é preocupante. Ao alterar o ciclo hidrológico regional, o desmatamento em grande escala pode produzir um clima mais quente e seco. Quando o desmatamento atinge mais de 40% da extensão original da floresta Amazônica, a preciptação pluviométrica diminui de forma significativa no leste da Amazônia. O desmatamento poderia provocar um aquecimento de mais de 4ºC no leste da Amazônia e as chuvas de julho a  novembro diminuiriam em até 40% Somando-se isso a qualquer mudança decorrente do aquecimento global.

Alguns estudos mostram que as mudanças climáticas podem resultar em die-back (colapso) da floresta Amazônica, rica fonte de biodiversidade, oxigênio e agua doce. Porém um perigo que se concidera mais imediato em prejuízo da floresta é o desmatamento.

A floresta Amazônica desempenha um papel crucial no clima da América do Sul por seu efeito no ciclo hidrológico-regional. A floresta interage coma atmosférta para regular a umidade no interior da bacia. A umidade é transportada para a aregião amazônica pelos ventos alísios provenientes do atlântico tropical. Estima-se que entre 30% e 50% das precipitações pluviométricas na bacia amazônica constituem em evaçporação reciclada (evaporação produzida pela própria floresta que precipita). A umidade originada na bacia amazônica é tranportada pelos ventos para outras partes do continente e é conciderada importante na formação de precipitação em rigiões distantes da própria amazônia.
Tanto o desmatamento como as mudanças climáticas podem prejudicar severamente o funcionamento dafloresta amazônica como ecossistema florestal, reduzindo sua capacidade de retyer carbono, enfraquecendo o ciclo hidrológico regional, aumentando a temperatura do solo e eventualmente impelindo a Amazônia a um processo gradual de savanização.

A amazônia está ligada ao sistema climático global, influenciando-o e sendo por ele influenciada. A variabilodade climática em outras partes do planeta, masi particularmente nos oceanos pacífico ou atlãntico tropicais, podem acarretar variações no clima da amazônia.

Sobre as mudanças climáticas na amazônia, a melhor estimativa do IPCC sobre a elevação da temperatura entre o final do séc XX e o final do séc XXI para o cenário de baixa emissões (SRES "B1") é de 2,2°C e a melhor estimativa para o cenário de altas emissões (SRES "A2") é de 4,5°C (a faixa varia de 3,9°C a 5,1°C).

Usando a projeção de um modelo climático do Centro Halley, um estudo estimou qual a probabilidade de um ano como 2005 se repetir na amazônioa no futuro. O estudo sugere que nas condições atuais, a seca de 2005 foi um evento que ocorre aproximadamante uma vez em 20 anos, mas até 2025 pode passar a aocrrer uma vez  em 2 anos, e até 2060, 9 vezes em 10 anos. Ou seja, pode tornar-se a norma em vez de um evento extremo.

Projeções das mudanças climáticas na Amazônia
No domínio da américa do sul, a previsão é de que no futuro, certas áreas se tornarão mais úmidas e outras mais secas.
Em relação à temperatura a análise gera uma faixa do possível aquecimento da amazônia até o final do século que corresponde a pouco mais de 2°C sobre os valores de referencia no limite inferior e de 9°C no limite superior.
A redução nas precipitações pluviométricas anuais fica aproximadamente 10% e 20% na última década do século, no cenário de baixas emissões. No cenário A1FI (altas emissões), esses números sobem para uma redução de 20% a 40% nas chuvas.
Essas mudanças projetadas podem ter profundas implicações para o futuro dos recursos hidricos, a ocorrencia e propagação de incêndios e os correspondentes impactos no Brasil.
Os modelos mostram, em maior ou menor grau, que a floresta tropical desapareceria na amazônia sob as condições do novo clima projetado para o fim do século, sendo substituida pela savana.

A redução do desmatamento traria benefício imediatos em termos de mitigação das emissões globais de gases do efeito estufa.
A taxa de 40% de desmatamento poderia ser um Tipping point (ponto sem retorno), ponto além do qual a perda florestal provoca impactos no clima que, por sua vez causam mais perda florestal. Um aquecimento global de 3ºC a 4ºC também poderia levar a um tipping point similar.

Outro fator ambiental desencadeador de mudanças na amazônia e associada ao desmatamento seria o aumento da vulnerabilidade de uma floresta fragmentada aos "efeitos de borda", tais como ventos fortes e, principalmente, os incêndios florestais.
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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Hormônio Insulina - Vias de Sinalização

Esse texto é baseado num apanhado feito no artigo:
CARVALHEIRA, José B.C.; ZECCHIN, Henrique G.; SAAD, Mario J.A.. Vias de Sinalização da Insulina. Arq Bras Endocrinol Metab, São Paulo, v. 46, n. 4, Aug. 2002 . Available from http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302002000400013 access on 28 June 2011.


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A INSULINA É O HORMÔNIO ANABÓLICO mais conhecido e é essencial para a manutenção da homeostase de glicose e do crescimento e diferenciação celular. Esse hormônio é secretado pelas células β das ilhotas pancreáticas em resposta ao aumento dos níveis circulantes de glicose e aminoácidos após as refeições.
A insulina regula a homeostase de glicose em vários níveis, reduzindo a produção hepática de glicose (via diminuição da gliconeogênese e glicogenólise) e aumentando a captação periférica de glicose, principalmente nos tecidos muscular e adiposo. A insulina também estimula a lipogênese no fígado e nos adipócitos e reduz a lipólise, bem como aumenta a síntese e inibe a degradação protéica.
A sinalização intracelular da insulina começa com a sua ligação a um receptor específico de membrana, uma proteína heterotetramérica com atividade quinase, composta por duas subunidades α e duas subunidades β, que atua como uma enzima alostérica na qual a subunidade α inibe a atividade tirosina quinase da subunidade β. A ligação da insulina à subunidade a permite que a subunidade b adquira atividade quinase levando a alteração conformacional e autofosforilação, que aumenta ainda mais a atividade quinase do receptor.
Uma vez ativado, o receptor de insulina fosforila vários substratos protéicos em tirosina. Atualmente, dez substratos do receptor de insulina já foram identificados. Quatro desses pertencem à família dos substratos do receptor de insulina, as proteínas IRS. Outros substratos incluem Shc, Gab-1, p60dok,Cbl, JAK2 e APS (3-5). A fosforilação em tirosina das proteínas IRS cria sítios de reconhecimento para moléculas contendo domínios com homologia a Src 2 (SH2). Dentre estas se destaca a fosfatidilinositol 3–quinase (PI 3-quinase).


Inibição da Sinalização do Receptor de Insulina
O receptor de insulina, além de ser fosforilado em tirosina, também pode ser fosforilado em serina, o que atenua a transmissão do sinal através da diminuição da capacidade do receptor em se fosforilar em tirosina após estímulo com insulina. Essas fosforilações inibitórias causam feedback negativo na sinalização insulínica e podem provocar resistência à insulina. A ação da insulina também é atenuada por proteínas fosfatases de tirosina, que catalisam a rápida desfosforilação do receptor de insulina e de seus substratos.
A PI 3-quinase é importante na regulação da mitogênese, diferenciação celular e transporte de glicose estimulado pela insulina. Atualmente, a PI 3-quinase é a única molécula intracelular considerada essencial para o transporte de glicose.


A Via CAP/Cbl
Além da ativação da PI 3-quinase, outros sinais também são necessários para que a insulina estimule o transporte de glicose. Essa segunda via envolve a fosforilação do protooncogene Cbl. Na maioria dos tecidos sensíveis à insulina, Cbl está associado com a proteína adaptadora CAP.

Cascatas de Fosforilação Estimuladas pela Insulina
Semelhante a outros fatores de crescimento, a insulina estimula a mitogen-activated protein (MAP) quinase. Essa via inicia-se com a fosforilação das proteínas IRS e/ou Shc, que interagem com a proteína Grb2. A Grb2 está constitutivamente associada à SOS, proteína que troca GDP por GTP da Ras ativando-a. A ativação da Ras requer a participação da SHP2. Uma vez ativada, Ras estimula a fosforilação em serina da cascata da MAPK que leva à proliferação e diferenciação celulares.

Regulação da Síntese de Glicogênio
A insulina inibe a produção e liberação de glicose no fígado através do bloqueio da gliconeogênese e glicogenólise. A insulina estimula o acúmulo de glicogênio através do aumento do transporte de glicose no músculo e síntese de glicogênio em fígado e músculo. A insulina também altera a quantidade de ácidos graxos livres liberados da gordura visceral. O fluxo direto de ácidos graxos na veia porta para o fígado modula a sensibilidade à insulina nesse órgão regulando a produção de glicose.

Regulação da Síntese e Degradação de Lipídeos
Uma ação clássica da insulina é estimular a síntese de ácido graxo no fígado em períodos de excesso de carboidratos. Em adipócitos a insulina também reduz a lipólise através da inibição da lipase hormônio sensível. Esta enzima é ativada pela PKA (proteína quinase A). A insulina inibe a atividade da PKA.


Link para animação em flash sobre as vias de ação do Hormônio Insulina


Queira ver também o post sobre Mutação no Gene IRS1 na via de sinalização da Insulina

Gene IRS1 - Substrato Receptor de Insulina 1

Estava navegando e pesquisando, como sempre, e me deparei com a seguinte notícia no site da BBC

'Gene da magreza' é associado a problemas no coração

Como não era para menos resolvi pesquisar sobre o tal gene, descobri algumas coisas e as aglutinei aqui.
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Nomes e origem, Atributos e Característica Gerais


Nome do Gene: IRS1- Este gene codifica uma proteína que é fosforilada pela insulina tirosina quinase do receptor. Mutações nesse gene são associada com diabetes tipo II e susceptibilidade à resistência à insulina.

Nomes de proteína: Substrato 1 do receptor de insulina
                                Nome curto = IRS-1

Organismo: Homo sapiens (humanos)

Comprimento da seqüência: 1242 AA (aminoácidos).

Função: Podem mediar o controle de vários processos celulares de insulina. Quando fosforilada pelo receptor de insulina se liga especificamente a várias proteínas celulares contendo SH2 domínios como fosfatidilinositol 3-quinase p85 subunidade ou GRB2. Ativa fosfatidilinositol 3-quinase, quando ligado à subunidade p85 reguladoras.

Polimorfismo: O polimorfismo Arg-971 prejudica a capacidade da insulina em estimular o transporte de glicose, a translocação do transportador de glicose e síntese de glicogênio. O polimorfismo na Arg-971 pode contribuir para a resistência à insulina in vivo observada em portadores desta variante. Arg-971 poderia contribuir para o risco de doenças cardiovasculares ateroscleróticas associadas com organizações não-insulino-dependente diabetes mellitus, produzindo um conjunto de resistência à insulina relacionada com anormalidades metabólicas. O polimorfismo Arg-971 pode contribuir para a predisposição genética de disfunção endotelial e doença cardiovascular. 

 

Envolvimento na doença : Polimorfismos em IRS1 podem estar envolvidos na etiologia da não-insulino-dependente diabetes mellitus.

Outros aspctos interessantes: As funções fisiológicas do IRS-1/2 foram recentemente estabelecidas através da produção de camundongos sem os genes que codificam o IRS-1 e IRS-2 (camundongos knockout para IRS-1 e IRS-2). O camundongo que não expressa IRS-1 apresenta resistência à insulina e retardo de crescimento, mas não é hiperglicêmico. Foi demonstrado que o IRS-2 poderia compensar parcialmente a ausência de IRS-1, o que explicaria o fenótipo de resistência à insulina sem hiperglicemia do camundongo knockout de IRS-1. O camundongo que não expressa o IRS-2 foi recentemente gerado e apresenta um fenótipo diferente do camundongo sem IRS-1: hiperglicemia acentuada devido a diversas anormalidades na ação da insulina nos tecidos periféricos e a falência da atividade secretória das células β acompanhada de redução significativa da massa de células β pancreáticas. Em contraste, camundongos knockout para o IRS-3 e IRS-4 têm crescimento e metabolismo de glicose quase normal.



Links para pesquisa:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/06/110627_gene_magreza_coracao_mv.shtml

http://www.uniprot.org/uniprot/P35568&usg=ALkJrhjhrOSeOrhiPe0GKAt47tmST0rlyQ#section_comments

http://www.genecards.org/cgi-bin/carddisp.pl?gene=IRS1

CARVALHEIRA, José B.C.; ZECCHIN, Henrique G.; SAAD, Mario J.A.. Vias de Sinalização da Insulina. Arq Bras Endocrinol Metab, São Paulo, v. 46, n. 4, Aug. 2002 . Available from http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302002000400013 access on 28 June 2011.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Distribuição do consumo energético

      A questão energética, talvez mais do que todos os demais itens desnuda e expõe com grande clareza a consagrada expressão mudança de paradigmas.
O que se busca expressar quando se utiliza estes termos são mudanças profundas, não materiais, mas filosóficas na forma de pensar a vida, nos fatores e condicionantes da felicidade humana.
Ninguém condena a melhoria da qualidade de vida das populações. Ao contrário, todos nós desejamos que o desenvolvimento traga melhoria de condições de conforto e qualidade de vida para todos.
Mas existem limitações ambientais que devem ser consideradas, e a questão energética nos demonstra esta realidade com clareza.
A população do planeta terra superou os 6,6 bilhões de habitantes. A população dos Estados Unidos da América oscila em torno de 300 milhões de habitantes.
Dividindo 6,6 bilhões por 300 milhões encontramos o número 22. Ou seja, a população do planeta terra é aproximadamente 24 vezes maior do que a população americana.
Logo não é possível que aproximadamente 4,5% da população mundial, situada nos Estados Unidos, seja responsável por mais de 70% dos gastos energéticos do planeta.
Ou que o consumo de energia dos Estados Unidos, com aparelhos de ar condicionado seja maior do que o consumo de energia para todas as finalidades de aproximadamente 1,3 bilhões de habitantes da China.
Este paradoxo poderia ser facilmente equacionado. Poderia se dizer que o crescimento econômico e o desenvolvimento futuro equalizariam o consumo energético.
Pois bem, esta é a questão. O planeta não suportaria, nem teria recursos para ampliar em 22 vezes a produção de energia, por mais alternativas e renováveis que fosse as fontes energéticas por melhor que fossem os programas de otimização, racionalização e eficiência no uso de energia por instituições, empresas e consumidores individuais.
Obviamente a questão da eficiência energética tem importância singular. É preciso tornar a utilização da energia racional e eficiente ao máximo possível, por parte de todos. E para isto existem tecnologias e empresas capacitadas e dedicadas ao desenvolvimento de metodologias apropriadas para a melhoria da eficiência energética.
A eficiência energética pode ser resumida pelo parâmetro conhecido como Razão de Energia Líquida (REL) que relaciona a energia obtida por um processo em função do gasto energético considerado do mesmo processo.
Mas a questão fundamental é a mudança de padrões. A mudança de paradigma, de uma ou outra forma, talvez precise passar pela mudança do conceito de bem estar e felicidade.
Partindo de uma sociedade extremamente consumista, da qual ninguém questiona a qualidade de vida e o conforto material, para padrões mais compatíveis com as quantidades de recursos disponíveis e com critérios mais justos de distribuição das riquezas.
Definitivamente, o planeta Terra não suportaria o aumento de 22 vezes na produção de energia.
O mesmo raciocínio talvez possa ser estendido para o consumo de várias matérias-primas naturais que servem se base para transformações industriais importantes.


Dr. Roberto Naime, colunista do Ecodebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.



EcoDebate, 27/06/2011

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Distribuição do consumo energético | Artigo de Roberto Naime

quinta-feira, 23 de junho de 2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Sisal - Fibra produzida de forma ambientalmente correta

Produção da fibra é ambientalmente correta. Além de baratear o custo final possibilita a prevenção de acidentes
O sisal melhora as características mecânicas do bloco de concreto

O sisal é uma alternativa barata para ampliar a resistência de blocos de concreto. A comprovação foi feita em pesquisa realizada na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP. A engenheira civil Indara Soto Izquierdo escolheu o material pelo baixo custo de produção atrelado à possibilidade de alto valor agregado, com o aumento de resistência dos blocos. “A escolha também possibilita uma nova perspectiva de comércio para as fibras de sisal produzidas em comunidades carentes, ampliando seu uso em um amplo mercado como o da construção civil”, afirma a pesquisadora. A fibra natural de sisal, além de proporcionar o aumento de renda de quem a produz, é biodegradável e natural, produzindo pouco impacto ambiental.
Os estudos sobre a viabilidade de uso da fibra de sisal em blocos de concreto constam na pesquisa Uso de fibra natural de sisal em blocos de concreto para alvenaria estrutural. A  dissertação foi orientada pelo professor Marcio Antonio Ramalho, do Departamento de Engenharia de Estruturas da EESC.
As folhas do sisal, que podem chegar a dois metros de comprimento, apresentam altos teores de celulose e lignina, substâncias que determinam alta resistência e elasticidade. Assim, as fibras de sisal quando inseridas no bloco de concreto permitem a melhoria das características mecânicas: como a tração, força que alonga o objeto até a rompimento do material; a ductibilidade, que é o grau de deformação que um material pode suportar; e a tenacidade, que é o impacto necessário para levar um material à ruptura.
Indara explica que “a ruptura de blocos de alvenaria normalmente ocorre devido à tração do bloco, força que estica o material no sentido oposto ao natural, provocando fissuras ou rachaduras. Com as fibras de sisal, há maior resistência à tração, porque a fratura é retardada e as fissuras ou rachaduras têm seu crescimento limitado pela presença das fibras”.
Para o desenvolvimento deste estudo, a pesquisadora utilizou fibras de sisal vindas da Bahia e blocos de concreto produzidos em Limeira, São Paulo. Além disso foi feita a caracterização da fibra e dos blocos reforçados com sisal, a fim de garantir o correto desempenho dos materiais nos ensaios.

Ductibilidade
 
O sisal possibilita à parede maior ductibilidade, isto é, ganho na capacidade de deformação sob a ação de cargas, que permite a antecipação de reformas e a percepção da possibilidade de um desabamento.
” O concreto, em geral, é frágil. Em construção com alvenaria tradicional, a ruptura é brusca e praticamente instantânea, similar a uma explosão. Já no caso do bloco com sisal, a estrutura antes de desabar sofre grandes deformações, porque o sisal mantém as partes unidas. Com isso aumenta o tempo para que pessoas que estejam em um edifício prestes a cair saiam dele em segurança”, descreve Indara.

Valor agregado

Outro fator que faz o sisal ser um material bem visto para a inserção na construção civil é o baixo valor agregado ao custo na produção de blocos.
O Nordeste brasileiro é a região que mais produz sisal, com destaque para o Estado da Bahia, principalmente em pequenas comunidades que o utilizam como base da economia local.
A maior parte da produção brasileira de sisal enconyra-se no Nordeste
A venda da fibra de sisal varia por tipos e peso. A fibra do tipo1, que é a mais resistente, é vendida a um preço médio de R$ 2,50 por quilo (kg). A quantidade misturada na produção de blocos é bem inferior a um kg. Foram utilizados 4kg de fibras, o equivalente a R$ 10,00,  para fazer 120 blocos.
Indara considera, no entanto, que o maior valor social agregado “é a possibilidade do aumento nas vendas de sisal produzidos em comunidades que subsexistem deste comércio”

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Reportagem de Sandra O. Monteiro, da Agência USP de Notícias, publicada pelo EcoDebate, 18/05/2011
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terça-feira, 17 de maio de 2011

Filo CNIDARIA (hidróides, medusas, anêmonas, corais)

Este filo está representado pelas hidras, medusas, anêmonas-do-mar, que são indivíduos isolados, e pelas caravelas, e pelos corais que são coloniais. São animais diblásticos, a camada derivada da ectoderme forma a epiderme; a camada derivada do endoderma forma a gastroderme do animal.

Forma de 'Pólipo' (acima),
 forma 'Medusa' (abaixo)


Características
1.Corpo radialmente simétrico.

2.Corpo essencialmente com duas camadas de células, uma a cada lado de uma mesogléia gelatinosa que pode, ou não, conter células.
3.Corpo na forma de um tubo alongado ou achatado, aberto em uma das extremidades e fechado na outra, encerrando uma cavidade central (cavidade gastrovascular); a extremidade aberta do tubo é prolongada por séries de tentáculos circundando a boca/ânus única; com tecidos, porém sem órgãos definidos.

4.Com células individuais, parcialmente musculares, e uma rede de células nervosas sem bainha na base de cada camada de célula.

5.Corpo com duas formas – a de pólipo, presa ao substrato e com a boca e os tentáculos mantidos em posição mais superior; e a de medusa, em forma de disco ou sino, achatado e natante, com a boca posicionada no meio da superfície inferior. Em muitos cnidários as duas formas se alternam durante o ciclo de vida, multiplicando-se assexuadamente o pólipo e a medusa sexuadamente, em outras uma das duas formas é reduzida ou suprimida.

6.Com células especiais chamadas cnidócitos, que possuem em sue interior organélas chamadas nematocistos. Cada nematocisto possui um tubo enrolado, muitas vezes com espinho capaz de uma eversão para ataque ou defesa.

7.Hermafroditas, geralmente com fecundação externa e desenvolvimento via larva plânula.

8.As medusas nadam por pulsação (propulsão-a-jato); os pólipos geralmente são sésseis.

9.Aquáticos, principalmente marinhos, pelágicos e bentônicos.

Classificação
Existem cinco classes, 28 ordens e cerca de 10.000 espécies de cnidários.
 
 
 












REFERENCIA BIBLIOGRAFICA


BARNES, R. S. K [et al.]. OS INVERTEBRADOS – UMA SÍNTESE. 2ªEd. São Paulo: Atheneu Editora









Filo PORIFERA (esponjas)

Etimologia

Tipos de formas de poriferas

Latim: porus, poro; ferre, possuir.

Características
1.Corpo sem nenhuma simetria.

2.Corpo essencialmente com duas camadas de células uma de cada lado de um meso-hilo gelatinoso e protéico; sem órgãos ou tecidos distintos.

3.Sem trato digestivo, a captura e digestão das partículas alimentares ocorre nos coanócitos.
4.Corpo na forma de uma massa sólida, possui um espaço central chamado átrio ou espongiocele, no interior do qual a água entra através de finos poros (óstios), e é espelida através da abertura superior, chamada de ósculo.


5.Coanócitos com flagelos, cujo batimento conduz a agua através do sistema, e com um colarinho de microvilosidades, que coleta as partículas alimentares.

6.Sem células musculares ou nervosas.


7.A maioria é hermafrodita; multiplicação assexuada é frequente.

8.Com poucos tipos de células.

9.Animais sésseis, imóveis.


Forma Léucon

10.Filtradores bentônicos em habitats aquáticos, principalmente o mar.

A forma do corpo varia desde espécies pequenas, individuais, em forma e um tubo, até grandes massas irregulares com muitos canais e câmaras internos e ósculos. Em todas as formas, a agua entra na esponja através de pequenos poros na parede.

Classificação
As 10.000 espécies distribuem-se em 3 classes e em 22 ordens.
 




Poriferas coloniais
























REFERENCIA BIBLIOGRAFICA


BARNES, R. S. K [et al.]. OS INVERTEBRADOS – UMA SÍNTESE. 2ªEd. São Paulo: Atheneu Editora