Estava navegando e pesquisando, como sempre, e me deparei com a seguinte notícia no site da BBC
'Gene da magreza' é associado a problemas no coração
Como não era para menos resolvi pesquisar sobre o tal gene, descobri algumas coisas e as aglutinei aqui.
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Nomes e origem, Atributos e Característica Gerais
Nome do Gene: IRS1- Este gene codifica uma proteína que é fosforilada pela insulina tirosina quinase do receptor. Mutações nesse gene são associada com diabetes tipo II e susceptibilidade à resistência à insulina.
Nomes de proteína: Substrato 1 do receptor de insulina
Nome curto = IRS-1
Organismo: Homo sapiens (humanos)
Comprimento da seqüência: | 1242 AA (aminoácidos).
Função: Podem mediar o controle de vários processos celulares de insulina. Quando fosforilada pelo receptor de insulina se liga especificamente a várias proteínas celulares contendo SH2 domínios como fosfatidilinositol 3-quinase p85 subunidade ou GRB2. Ativa fosfatidilinositol 3-quinase, quando ligado à subunidade p85 reguladoras.
Polimorfismo: O polimorfismo Arg-971 prejudica a capacidade da insulina em estimular o transporte de glicose, a translocação do transportador de glicose e síntese de glicogênio. O polimorfismo na Arg-971 pode contribuir para a resistência à insulina in vivo observada em portadores desta variante. Arg-971 poderia contribuir para o risco de doenças cardiovasculares ateroscleróticas associadas com organizações não-insulino-dependente diabetes mellitus, produzindo um conjunto de resistência à insulina relacionada com anormalidades metabólicas. O polimorfismo Arg-971 pode contribuir para a predisposição genética de disfunção endotelial e doença cardiovascular.
Envolvimento na doença : Polimorfismos em IRS1 podem estar envolvidos na etiologia da não-insulino-dependente diabetes mellitus.
Outros aspctos interessantes: As funções fisiológicas do IRS-1/2 foram recentemente estabelecidas através da produção de camundongos sem os genes que codificam o IRS-1 e IRS-2 (camundongos knockout para IRS-1 e IRS-2). O camundongo que não expressa IRS-1 apresenta resistência à insulina e retardo de crescimento, mas não é hiperglicêmico. Foi demonstrado que o IRS-2 poderia compensar parcialmente a ausência de IRS-1, o que explicaria o fenótipo de resistência à insulina sem hiperglicemia do camundongo knockout de IRS-1. O camundongo que não expressa o IRS-2 foi recentemente gerado e apresenta um fenótipo diferente do camundongo sem IRS-1: hiperglicemia acentuada devido a diversas anormalidades na ação da insulina nos tecidos periféricos e a falência da atividade secretória das células β acompanhada de redução significativa da massa de células β pancreáticas. Em contraste, camundongos knockout para o IRS-3 e IRS-4 têm crescimento e metabolismo de glicose quase normal.
Links para pesquisa:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/06/110627_gene_magreza_coracao_mv.shtml
http://www.uniprot.org/uniprot/P35568&usg=ALkJrhjhrOSeOrhiPe0GKAt47tmST0rlyQ#section_comments
http://www.genecards.org/cgi-bin/carddisp.pl?gene=IRS1
CARVALHEIRA, José B.C.; ZECCHIN, Henrique G.; SAAD, Mario J.A.. Vias de Sinalização da Insulina. Arq Bras Endocrinol Metab, São Paulo, v. 46, n. 4, Aug. 2002 . Available from http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302002000400013 access on 28 June 2011.
A questão energética, talvez mais do que todos os demais itens desnuda e expõe com grande clareza a consagrada expressão mudança de paradigmas.
O que se busca expressar quando se utiliza estes termos são mudanças profundas, não materiais, mas filosóficas na forma de pensar a vida, nos fatores e condicionantes da felicidade humana.
Ninguém condena a melhoria da qualidade de vida das populações. Ao contrário, todos nós desejamos que o desenvolvimento traga melhoria de condições de conforto e qualidade de vida para todos.
Mas existem limitações ambientais que devem ser consideradas, e a questão energética nos demonstra esta realidade com clareza.
A população do planeta terra superou os 6,6 bilhões de habitantes. A população dos Estados Unidos da América oscila em torno de 300 milhões de habitantes.
Dividindo 6,6 bilhões por 300 milhões encontramos o número 22. Ou seja, a população do planeta terra é aproximadamente 24 vezes maior do que a população americana.
Logo não é possível que aproximadamente 4,5% da população mundial, situada nos Estados Unidos, seja responsável por mais de 70% dos gastos energéticos do planeta.
Ou que o consumo de energia dos Estados Unidos, com aparelhos de ar condicionado seja maior do que o consumo de energia para todas as finalidades de aproximadamente 1,3 bilhões de habitantes da China.
Este paradoxo poderia ser facilmente equacionado. Poderia se dizer que o crescimento econômico e o desenvolvimento futuro equalizariam o consumo energético.
Pois bem, esta é a questão. O planeta não suportaria, nem teria recursos para ampliar em 22 vezes a produção de energia, por mais alternativas e renováveis que fosse as fontes energéticas por melhor que fossem os programas de otimização, racionalização e eficiência no uso de energia por instituições, empresas e consumidores individuais.
Obviamente a questão da eficiência energética tem importância singular. É preciso tornar a utilização da energia racional e eficiente ao máximo possível, por parte de todos. E para isto existem tecnologias e empresas capacitadas e dedicadas ao desenvolvimento de metodologias apropriadas para a melhoria da eficiência energética.
A eficiência energética pode ser resumida pelo parâmetro conhecido como Razão de Energia Líquida (REL) que relaciona a energia obtida por um processo em função do gasto energético considerado do mesmo processo.
Mas a questão fundamental é a mudança de padrões. A mudança de paradigma, de uma ou outra forma, talvez precise passar pela mudança do conceito de bem estar e felicidade.
Partindo de uma sociedade extremamente consumista, da qual ninguém questiona a qualidade de vida e o conforto material, para padrões mais compatíveis com as quantidades de recursos disponíveis e com critérios mais justos de distribuição das riquezas.
Definitivamente, o planeta Terra não suportaria o aumento de 22 vezes na produção de energia.
O mesmo raciocínio talvez possa ser estendido para o consumo de várias matérias-primas naturais que servem se base para transformações industriais importantes.
Dr. Roberto Naime, colunista do Ecodebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.
EcoDebate, 27/06/2011
[ O conteúdo do EcoDebate é “Copyleft”, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]
Distribuição do consumo energético | Artigo de Roberto Naime
Produção da fibra é ambientalmente correta. Além de baratear o custo final possibilita a prevenção de acidentes
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| O sisal melhora as características mecânicas do bloco de concreto |
O sisal é uma alternativa barata para ampliar a resistência de blocos de concreto. A comprovação foi feita em pesquisa realizada na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP. A engenheira civil Indara Soto Izquierdo escolheu o material pelo baixo custo de produção atrelado à possibilidade de alto valor agregado, com o aumento de resistência dos blocos. “A escolha também possibilita uma nova perspectiva de comércio para as fibras de sisal produzidas em comunidades carentes, ampliando seu uso em um amplo mercado como o da construção civil”, afirma a pesquisadora. A fibra natural de sisal, além de proporcionar o aumento de renda de quem a produz, é biodegradável e natural, produzindo pouco impacto ambiental. Os estudos sobre a viabilidade de uso da fibra de sisal em blocos de concreto constam na pesquisa Uso de fibra natural de sisal em blocos de concreto para alvenaria estrutural. A dissertação foi orientada pelo professor Marcio Antonio Ramalho, do Departamento de Engenharia de Estruturas da EESC. As folhas do sisal, que podem chegar a dois metros de comprimento, apresentam altos teores de celulose e lignina, substâncias que determinam alta resistência e elasticidade. Assim, as fibras de sisal quando inseridas no bloco de concreto permitem a melhoria das características mecânicas: como a tração, força que alonga o objeto até a rompimento do material; a ductibilidade, que é o grau de deformação que um material pode suportar; e a tenacidade, que é o impacto necessário para levar um material à ruptura. Indara explica que “a ruptura de blocos de alvenaria normalmente ocorre devido à tração do bloco, força que estica o material no sentido oposto ao natural, provocando fissuras ou rachaduras. Com as fibras de sisal, há maior resistência à tração, porque a fratura é retardada e as fissuras ou rachaduras têm seu crescimento limitado pela presença das fibras”. Para o desenvolvimento deste estudo, a pesquisadora utilizou fibras de sisal vindas da Bahia e blocos de concreto produzidos em Limeira, São Paulo. Além disso foi feita a caracterização da fibra e dos blocos reforçados com sisal, a fim de garantir o correto desempenho dos materiais nos ensaios.
Ductibilidade
O sisal possibilita à parede maior ductibilidade, isto é, ganho na capacidade de deformação sob a ação de cargas, que permite a antecipação de reformas e a percepção da possibilidade de um desabamento. ” O concreto, em geral, é frágil. Em construção com alvenaria tradicional, a ruptura é brusca e praticamente instantânea, similar a uma explosão. Já no caso do bloco com sisal, a estrutura antes de desabar sofre grandes deformações, porque o sisal mantém as partes unidas. Com isso aumenta o tempo para que pessoas que estejam em um edifício prestes a cair saiam dele em segurança”, descreve Indara.
Valor agregado
Outro fator que faz o sisal ser um material bem visto para a inserção na construção civil é o baixo valor agregado ao custo na produção de blocos. O Nordeste brasileiro é a região que mais produz sisal, com destaque para o Estado da Bahia, principalmente em pequenas comunidades que o utilizam como base da economia local.
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| A maior parte da produção brasileira de sisal enconyra-se no Nordeste |
A venda da fibra de sisal varia por tipos e peso. A fibra do tipo1, que é a mais resistente, é vendida a um preço médio de R$ 2,50 por quilo (kg). A quantidade misturada na produção de blocos é bem inferior a um kg. Foram utilizados 4kg de fibras, o equivalente a R$ 10,00, para fazer 120 blocos. Indara considera, no entanto, que o maior valor social agregado “é a possibilidade do aumento nas vendas de sisal produzidos em comunidades que subsexistem deste comércio”
. Reportagem de Sandra O. Monteiro, da Agência USP de Notícias, publicada pelo EcoDebate, 18/05/2011 [ O conteúdo do EcoDebate é “Copyleft”, podendo ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]
Este filo está representado pelas hidras, medusas, anêmonas-do-mar, que são indivíduos isolados, e pelas caravelas, e pelos corais que são coloniais. São animais diblásticos, a camada derivada da ectoderme forma a epiderme; a camada derivada do endoderma forma a gastroderme do animal.
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Forma de 'Pólipo' (acima),
forma 'Medusa' (abaixo) |
Características 1.Corpo radialmente simétrico.
2.Corpo essencialmente com duas camadas de células, uma a cada lado de uma mesogléia gelatinosa que pode, ou não, conter células. 3.Corpo na forma de um tubo alongado ou achatado, aberto em uma das extremidades e fechado na outra, encerrando uma cavidade central (cavidade gastrovascular); a extremidade aberta do tubo é prolongada por séries de tentáculos circundando a boca/ânus única; com tecidos, porém sem órgãos definidos.
4.Com células individuais, parcialmente musculares, e uma rede de células nervosas sem bainha na base de cada camada de célula.
5.Corpo com duas formas – a de pólipo, presa ao substrato e com a boca e os tentáculos mantidos em posição mais superior; e a de medusa, em forma de disco ou sino, achatado e natante, com a boca posicionada no meio da superfície inferior. Em muitos cnidários as duas formas se alternam durante o ciclo de vida, multiplicando-se assexuadamente o pólipo e a medusa sexuadamente, em outras uma das duas formas é reduzida ou suprimida.
6.Com células especiais chamadas cnidócitos, que possuem em sue interior organélas chamadas nematocistos. Cada nematocisto possui um tubo enrolado, muitas vezes com espinho capaz de uma eversão para ataque ou defesa.
7.Hermafroditas, geralmente com fecundação externa e desenvolvimento via larva plânula.
8.As medusas nadam por pulsação (propulsão-a-jato); os pólipos geralmente são sésseis.
9.Aquáticos, principalmente marinhos, pelágicos e bentônicos.
Classificação Existem cinco classes, 28 ordens e cerca de 10.000 espécies de cnidários.
BARNES, R. S. K [et al.]. OS INVERTEBRADOS – UMA SÍNTESE. 2ªEd. São Paulo: Atheneu Editora
Etimologia
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| Tipos de formas de poriferas |
Latim: porus, poro; ferre, possuir.
Características 1.Corpo sem nenhuma simetria.
2.Corpo essencialmente com duas camadas de células uma de cada lado de um meso-hilo gelatinoso e protéico; sem órgãos ou tecidos distintos.
3.Sem trato digestivo, a captura e digestão das partículas alimentares ocorre nos coanócitos. 4.Corpo na forma de uma massa sólida, possui um espaço central chamado átrio ou espongiocele, no interior do qual a água entra através de finos poros (óstios), e é espelida através da abertura superior, chamada de ósculo.
5.Coanócitos com flagelos, cujo batimento conduz a agua através do sistema, e com um colarinho de microvilosidades, que coleta as partículas alimentares.
6.Sem células musculares ou nervosas.
7.A maioria é hermafrodita; multiplicação assexuada é frequente.
8.Com poucos tipos de células.
9.Animais sésseis, imóveis.
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| Forma Léucon |
10.Filtradores bentônicos em habitats aquáticos, principalmente o mar.
A forma do corpo varia desde espécies pequenas, individuais, em forma e um tubo, até grandes massas irregulares com muitos canais e câmaras internos e ósculos. Em todas as formas, a agua entra na esponja através de pequenos poros na parede.
Classificação As 10.000 espécies distribuem-se em 3 classes e em 22 ordens.
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| Poriferas coloniais |
REFERENCIA BIBLIOGRAFICA
BARNES, R. S. K [et al.]. OS INVERTEBRADOS – UMA SÍNTESE. 2ªEd. São Paulo: Atheneu Editora
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